Vida. Coisa de quem pode, não de quem quer...
Lembranças de infância:
1. minha prima Rosângela nasceu. Eu estava na casa dela e a peguei no berço.A levantei e fiquei admirando! Que coisa mais linda!!!!!!!!!!!
(Rosângela nasceu em 10/09/1966, e eu tinha 1 ano e 7 meses. Fui visitá-la quando tinha uns 2 ou 3 meses. Foi antes de eu completar 2 anos, mas EU TENHO essa lembrança! Segundo relato da minha mãe, eu a segurava e todos começaram a falarcomigo de mansinho, para eu não derrubar o bebê... rsrsrs...)
Lembro do berço e de ter algo como uma boneca viva nas mãos - idolatrava aquele objeto, tão perfeito, que se mexia e era macio... minhas bonecas de plástico não eram assim... eram duras...
2. a aplicação de cascolak na sala e no quarto de nossa casa - como era gostoso andar nos pés do meu adorado pai!
(morávamos numa casa térrea, em São Caetano, na Rua Conceição. Meu pai mandou aplicar cascolak na sala e no quarto da frente da casa. Para verificar se o serviço tinha sido bem feito, meu pai chegou do trabalho, no final da tarde, e foi supervisionar o serviço. Eu o abracei pelo quadril, enfiei minhas mãos nos seus bolsos, coloquei meus pés sobre o dele, e fiquei assim, abraçada, enquanto ele andava pelos cômodos recém pintados... ai, lágrimas que insistem em alagar meus olhos...)
3. noivado da Uiara (primeira experiência com maionese de legumes - angústia.... rsrsrs)
Tia Santina morava na rua Ccccc, travessa da Cccccc, no Belém. Estávamos todos lá, e lembro de ter pedido Grapete pra beber- estava na escada, apertada, e não gostava da dita maionese... rsrsrs
4. Noivado da Nídia (o que é vatapá?)
Tia Zélia e Tio Távio (Otávio) moravam na rua Rio Grande do Sul número 912 ( hoje é um salão de estética feminina, da Care). A festa foi na garagem, onde eles guardavam o Studbaker. A Dona Chile (mãe do noivo, o Nélio), fez o tal do vatapá -quem disse que eu comi?
5. Morte do meu pai
Fomos ao consultório do Dr. Túlio. Tinha uma escada. Esperamos sentados num sofá de madeira. Passamos na farmácia do Camnbaúva, na esquina da Roberto Simonsen com a Joaquim Nabuco. Fomos pra casa. Minha mãe foi fazer suco de laranja pro meu pai num espremedor manual rosa-choque. Fui ver meu pai no quarto (o mesmo que tinha sido reformado e passado cascolak). Ele estava deitado na cama, do lado esquerdo, de pijama. Ele começou a passar mal, e eu gritei por minha mãe. Ela estava no quarto, gritando e puxando ele pelo paletó do pijama. Estou de pé, no portão da frente da casa, gritando. O vizinho entra. Chega o carro da farmácia. Saio do quarto, passo pela sala, de mãos dadas com a minha prima Neusa. Em cima da mesa, o caixão. Vou para a casa de uma amiga dela, no fim da rua de casa. Que medo dos gatos!!!!!!!!!!!!
Lembro de desenhos. Família. (Esses desenhos foram levados a uma psicóloga, que os analisou. Tinham 6 personagens definidos nas minhas histórias: mãe, 3 irmãos, eu, minha tia - nada anormal pra uma criança de menos de 4 ou 5 anos que o pai tinha morrido e que não sabia onde ele estava.)