Oi gente bonita!!!!!!!!!!!11
Se vcs ainda não me conhecem, muito prazer!!!!!!!!!
Meu
nome é Ana Lucia, tenho 48 anos e alguns meses de vida, e sou essa
coisinha que está aqui nesse teclado postando algo para vc!!!!!!!
Sou
a caçula de 4 irmãos, temporã,e muuuuuuuuuuuito complicada. Tenho 6
sobrinhos: Priscila, Cíntia, Carolina, Gabriela, Thais e Lucas. 3 (quase
4) sobrinhos-netos: Henrique, Camila, Júlia e (quase) Sofia.
Entre
boas e más lembranças, tenho as fotos no jardim de nossa casa na Rua
Conceição, em São Caetano (lembro ainda do sabor do chiclete que o
Davilson comprou pra mim naquele dia), do Vitinho, do Luisinho, da
Solange, da Maria Fofoqueira, dona Maria Angélica, o piano da casa da D.
Maria Angélica, seu cachorrinho pequinês, Ciro, Sr.Giácomo, Sr. Nêne,
D. Terezinha, as vizinhas que não conversavam com ninguém, Sr. Pierim,
D. Zilda (que sempre falava pra minha mãe que a "Adelina é
bárrrrrrrrrrrrrbara", por fazer um crochê maravilhoso), Miriam da
Gulliver, Sônia Cabeleireira com o quadro de giz no banheiro, onde eu
sempre rabiscava; o café da dona Yolanda, fraco como se não tivesse
força pra sair da garrafa, e outras tantasmais, como o tio Távio falando
pra mim que meu vestido era muito curto, ou mostrando pro namorado da
filha que tava na hora de ir embora quando passava com o penico na sala,
ou seu quarto no fundo do quinta, com uma poltrona rosa e seus milhares
de livros, ou passando o dedo sobre o ventre de uma abelha quando ela
pousava sobre uma margarida, ou olhando pra gente sério quando falávamos
durante um programa na TV, ou quando mandava a gente fechar a porta da
cozinha quando ele ia almoçar, e ligava o rádio na Eldorado pra ouvir
música clássica e não nos permitia conversar durante a refeição; ou
ainda lembrar de seu velório, quando a família inteira se reuniu na sua
casa e fez praticamente uma festa, porque não nos víamos há muito tempo
juntos; ou no velório de meu pai, quando eu mal entendia o mundo, e vi
seu caixão sobre a mesa de jantar na nossa sala e abruptamente fui
raptada do local...
Lembro nitidamente de tantas coisas...
Coisas que pessoas de minha idade fazem questão de esquecer, pois se tornaram ADULTOS...
Cristo
Redentor na beira da estrada, sem estar no Rio de Janeiro; levantar um
bebê (Rosângela, prima querida) quando mal sabia o que era ser; medo de
estar na laje de casa;violão no colo; meu irmão (Carlos) me perseguindo
em casa atrás de um beijo roubado; baratas (hoje não me apavoro mais);
viagens; Adelina; o compadre; Dona Verônica; Dona Kinô; a casa da Tia
Elídia na Cruzeiro do Sul; o risoto da Tia Zélia; Silvana puxando meu
cabelo; cachorrinho na casa da Tia Zélia fedorento; chupar pitanga no
pé, e colher uvas e morangos no mesmo quintal, na cidade; Studbaker (nem
sei se é assim que se escreve) branco do Tio Távio, com estofamento
verde;noivado da Nídia e da Uiara (tinha uma maionese esquisita, que eu
não conseguia comer); banheira na casa da Tia Santina; salada com alho,
em Suzano; ai, Deus, quanta coisa!!!!!!!!!!!!!!
Essa sou eu.
Muito prazer!