sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Oi gente bonita!!!!!!!!!!!11

Se vcs ainda não me conhecem, muito prazer!!!!!!!!!

Meu nome é Ana Lucia, tenho 48 anos e alguns meses de vida, e sou essa coisinha que está aqui nesse teclado postando algo para vc!!!!!!!


Sou a caçula de 4 irmãos, temporã,e muuuuuuuuuuuito complicada. Tenho 6 sobrinhos: Priscila, Cíntia, Carolina, Gabriela, Thais e Lucas. 3 (quase 4) sobrinhos-netos: Henrique, Camila, Júlia e (quase) Sofia.

Entre boas e más lembranças, tenho as fotos no jardim de nossa casa na Rua Conceição, em São Caetano (lembro ainda do sabor do chiclete que o Davilson comprou pra mim naquele dia), do Vitinho, do Luisinho, da Solange, da Maria Fofoqueira, dona Maria Angélica, o piano da casa da D. Maria Angélica, seu cachorrinho pequinês, Ciro, Sr.Giácomo, Sr. Nêne, D. Terezinha, as vizinhas que não conversavam com ninguém, Sr. Pierim, D. Zilda (que sempre falava pra minha mãe que a "Adelina é bárrrrrrrrrrrrrbara", por fazer um crochê maravilhoso), Miriam da Gulliver, Sônia Cabeleireira com o quadro de giz no banheiro, onde eu sempre rabiscava; o café da dona Yolanda, fraco como se não tivesse força pra sair da garrafa, e outras tantasmais, como o tio Távio falando pra mim que meu vestido era muito curto, ou mostrando pro namorado da filha que tava na hora de ir embora quando passava com o penico na sala, ou seu quarto no fundo do quinta, com uma poltrona rosa e seus milhares de livros, ou passando o dedo sobre o ventre de uma abelha quando ela pousava sobre uma margarida, ou olhando pra gente sério quando falávamos durante um programa na TV, ou quando mandava a gente fechar a porta da cozinha quando ele ia almoçar, e ligava o rádio na Eldorado pra ouvir música clássica e não nos permitia conversar durante a refeição; ou ainda lembrar de seu velório, quando a família inteira se reuniu na sua casa e fez praticamente uma festa, porque não nos víamos há muito tempo juntos; ou no velório de meu pai, quando eu mal entendia o mundo, e vi seu caixão sobre a mesa de jantar na nossa sala e abruptamente fui raptada do local...

Lembro nitidamente de tantas coisas...

Coisas que pessoas de minha idade fazem questão de esquecer, pois se tornaram ADULTOS...

Cristo Redentor na beira da estrada, sem estar no Rio de Janeiro; levantar um bebê (Rosângela, prima querida) quando mal sabia o que era ser; medo de estar na laje de casa;violão no colo; meu irmão (Carlos) me perseguindo em casa atrás de um beijo roubado; baratas (hoje não me apavoro mais); viagens; Adelina; o compadre; Dona Verônica; Dona Kinô; a casa da Tia Elídia na Cruzeiro do Sul; o risoto da Tia Zélia; Silvana puxando meu cabelo; cachorrinho na casa da Tia Zélia fedorento; chupar pitanga no pé, e colher uvas e morangos no mesmo quintal, na cidade; Studbaker (nem sei se é assim que se escreve) branco do Tio Távio, com estofamento verde;noivado da Nídia e da Uiara (tinha uma maionese esquisita, que eu não conseguia comer); banheira na casa da Tia Santina; salada com alho, em Suzano; ai, Deus, quanta coisa!!!!!!!!!!!!!!



Essa sou eu. 
Muito prazer!

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